Uma das regra de ouro do esporte é o FAIR PLAY. Pra ser bom, o jogo precisa ser justo, limpo. A ética precisa prevalecer SEMPRE.

O esporte não está descolado, à margem do que acontece na sociedade. Ele é e deve ser um grande palco de transformações sociais.⠀

Por isso, são espantosas essas iniciativas de manter competições rolando a qualquer custo em meio a

RECORDES DIÁRIOS DE MORTES.

Restrição na capital? Problema não, vamos mandar jogos no interior.

E não é porque o interior esteja em um cenário mais tranquilo com relação à pandemia. Gostaria de ver ao menos um município brasileiro em situação confortável. Aliás, gostaria de ver muitos! Mas nem por isso defenderia um êxodo de pessoas, empresas pra lá. Nem de partidas esportivas. Porque simplesmente não é ÉTICO. ⠀

O problema não é geográfico. O que estamos vivendo é um caos político. E, infelizmente, é a velha política novamente quem tenta dar as cartas para manter, sob ares de falsa normalidade, os interesses econômicos acima de tudo. ⠀

O que vemos no esporte é apenas um retrato do que acontece no país. Uma escassez de criatividade e força de vontade em achar outras soluções em meio ao inesperado. Briga-se pelo equivocado argumento de que a roda do dinheiro precisa continuar girando, senão o pai de família não tem como colocar o prato de comida na mesa. Mas esquece-se que outros tantos pais, mães, filhos, avós serão o “e daí” nessa lógica. O efeito colateral. E daí se alguns tiverem que morrer porque ninguém está sendo capaz de encontrar alternativa econômica viável pra maior crise sanitária mundial? Pessoas morreriam todos os dias de qualquer forma, não é? Será que tá tudo bem mesmo, desde que a gente continue vivo? Seguiremos empilhando corpos, desde que não sejam os nossos? ⠀

Esse é o nosso placar hoje: 295.425 mortos (Painel Coronavírus 23/03/2021). ⠀

Cadê o fair play do esporte nesse momento?